Novo álbum de Moby, pioneiro do eletrônico, une energia de pista de dança e introspecção

DJ, compositor e produtor Moby, 54, lançou seu 17º álbum de estúdio na sexta passada (15) e dividiu a crítica. All Visible Objetcs, no entanto, vai agradar a seus fãs. Tem a energia e vitalidade de quem curte Moby na pista de dança, mas apresenta também uma série de faixas mais introspectivas que recordam 18, seu grande disco de 2002.

Moby chamou a atenção pela primeira vez ainda em 1991, quando lançou o single Go, elevado a hit obrigatório das raves naquela primeira metade dos anos 1990. Mas foi levado a sério principalmente após 1999, com o álbum Play, que vendeu 12 milhões de cópias e é, até hoje, um favorito entre os amantes de música eletrônica de todo o mundo. All Visible Objects bebe muito daí, o que fez alguns críticos reclamarem de auto-indulgência e nostalgia. Mas a força de canções como Morningside, My Only Love ou Power Is Taken paira acima desses problemas.

Via Diário de Pernambuco

Moby e o último show de Amy Winehouse

Portal Uol

O DJ e produtor Moby lamentou não ter podido ajudar Amy Winehouse. Em seu Twitter, o músico publicou, ainda na noite do sábado (23): “Após o nosso show na Sérvia, eu gostaria de ter sido capaz de ajudar Amy. Me desculpe”.

Moby abriu o último show de Amy, em 18 de junho, na Sérvia, no qual a cantora foi vaiada e abandonou a apresentação antes do fim.

“No momento em que eu saí do carro, eu sabia que algo estava errado”, contou Moby ao site The Hollywood Reporter, de Roma, no domingo (24) à noite. “Dos bastidores eu podia ouvir o público vaiando mais alto do que a música”.

Dirigindo-se à lateral do palco enquanto Amy ainda estava em cena, Moby diz ter visto uma cena perturbadora. “Amy estava ali de pé, balançando para trás e para frente e murmurando ocasionalmente. A banda estava tocando em silêncio e parecia desconfortável e o público observava incrédulo”. Ele afirma que também não acreditava no que via.

“Ela ficou no palco por cerca de 30 minutos, depois saiu e foi se deitar sobre uma caixa nos bastidores, rodeada por algumas pessoas”, conta Moby. “Eu estava horrorizado”.
 Ela ainda voltou ao palco mas não conseguiu cantar músicas como “Back to Black” e “Valerie”, que já tinha cantado centenas de vezes. Depois de uma hora, a cantora foi colocada em um carro e levada para o hotel, enquanto a banda tocava sem ela, para cumprir exigências contratuais.

Moby, que tem se mantido longe das drogas e do álcool há vários anos, tentou informar-se sobre o estado de Amy antes do show. “Como Amy tinha acabado de sair da reabilitação, eu ingenuamente e presunçosamente esperava falar com ela antes ou depois de seu show para descobrir como ela estava se sentindo e ver se ela precisava de ajuda”, diz ele. “Há uma rede bastante extensa de músicos em turnê que estão tentando se manter sóbrios, e nós geralmente oferecemos apoio quando e onde podemos”.

Os dois não chegaram a conversar, mas Moby a viu por alguns momentos no hotel e ela parecia bem. Produtores do festival também asseguraram ao DJ que Amy seria capaz de cantar. “Todos os envolvidos disseram que ela tinha estado em reabilitação e estava bem, então eu estava preocupado, pessoal e profissionalmente, mas esperançoso”, ele afirma.
 Comentando o vício em drogas e álcool, Moby contou: “O problema para um monte de viciados é que o álcool e as drogas são tão incrivelmente poderosos e eficazes que é muito difícil substituir duas coisas que funcionam tão bem, ainda que destrutivamente, com a sobriedade, que no início pode ser meio maçante e estranho por comparação. É especialmente difícil quando as pessoas são mais jovens, já que as consequências de sua utilização são geralmente menos graves”.

Ao ser questionado sobre o papel da indústria musical na morte de artistas por abuso de drogas, Moby afirmou “Ninguém tinha que me forçar a beber e tomar drogas e ninguém mais poderia me fazer ficar sóbrio. Às vezes, é muito fácil apontar o dedo quando as circunstâncias dramaticamente dão errado, mas, como um viciado, eu sou  responsável por minhas próprias decisões em última instância, não importa quanto as consequências sejam boas ou trágicas”.

Moby afirma que recebeu a notícia da morte de Amy com “tristeza resignada”. “Eu conheço um monte de viciados e uma porcentagem significativa, infelizmente, não sobrevive”.

#Fica a dica, não jogue com a sua vida. Não use drogas.