Tudo sobre o MOB 2013!

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O Dj Luiz Melo de Brasília, já é nosso parceiro em matérias do MOB! Com ele, você não fica preso naquela chatice de só falar dos pontos altos do festival, e em 2013 ele volta ao Remixa pra contar tudo de bom (e de ruim) que rolou no MOB 2013!

O texto é um pouco grande, mas garanto que vale a pena ler até o final pra ficar por dentro de tudo o que aconteceu no navio mais dançante do Brasil!

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Entre 8 e 11 de março, o Reino de Iemanjá recebeu mais um MOB FESTIVAL, à bordo do navio Splendour of the Seas, em sua sexta edição. E lá estávamos de novo, vendo o que aconteceu, evoluiu ou derrapou, na humilde opinião de quem gosta de música boa, e vê essa brincadeira desde o início.

Quem foi?

Bom, sendo hoje a única opção de cruzeiro no gênero house e suas vertentes, o público do ano passado bateu ponto de novo, no estilo “ playboy bombado com boné John John e óculos re-start “ e “ meninas saradas com voz de menino” . Numa boa, dava até medo pensar numa briga de certos casais. Não sei quem ia morrer de apanhar. O lado positivo foi que o público foi menor que na edição passada, devido à configuração do barco, e isso vai se repetir em 2014. Menos gente, no caso em questão, é lucro. Então, vamos sublimar os quase 80% neste modelito, que em sua maioria nem sabia quem tocava, e vamos ao que interessa.

O line-up dia a dia.

Todo mundo embarcado, alguns saindo com menos de 30 minutos à bordo ( os motivos de sempre), inicio de som, com a festa “ Cuervo Sessions “ no atrium central do navio. Receita sempre aplicada pelo Staff do evento, para dar um mínimo de sossego na montagem da estrutura da piscina, local onde realmente as coisas acontecem.

André Marques abriu a farra de 2013, fazendo o warm-up  do trio californiano Pilowtalk.

Set competente nos 118 bpm, obviamente restrito às dificuldades decorrentes do local improvisado, setup reduzido e apertado. Não tem jeito; nessas condições, não dá pra fazer milagre, e André fez o dever de casa com simpatia e interagindo com o público.

A atração principal veio a seguir, e aí, a primeira bola fora: O live Pilowtalk, conhecido por aqui pelo hit “Soft”, não em sua original versão, mas na excelente remix do Life & Death, pagou caro pela estrutura acanhada instalada. Seria lindo num sunset no palco principal. No atrium, os vocais de Sammy D desapareceram e foi sentido o balde de água fria. Após o live, outra derrapada: O trio iniciou um revezamento nas cdj´s, e aí, a salada de goiabada com feijão complicou. Cada um tocava o que dava na telha, o vocalista Sammy D subiu a pista e o seguinte, Michael Tello (oi?) enterrou e jogou uma pá de cal. Comecei a olhar no relógio, ansioso pela piscina e suas atrações. Porém, sempre é bom ressaltar que apenas 3 horas antes, absolutamente nada existia, pois nunca é demais lembrar que estamos falando de uma festa em um navio, que no início da manhã desembarcava alegres senhoras, crianças e casais em lua de mel. O início em 2012, foi melhor.

Leia o restante do texto depois do pulo

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Youtopia – O Mob 2013 Começa

Desde o primeiro MOB, Juba Jacomino e sua equipe vem colocando à bordo sempre o que existe de melhor em som e luz, e como a curva sempre é crescente, a cada ano essa logística aumenta e mais equipamentos são embarcados.

A prioridade facilmente observada, é deixar o som perfeito, e colocar em matéria de luz e efeitos o que for possível no tempo curtíssimo entre o embarque e o início da festa de sexta à noite. No corre corre, o imenso painel de leds deu suas engasgadas, mas o som e quem apareceu no line, compensaram qualquer corre corre e eventuais problemas na luz.

Vou tentar não ser tão passional, mas sem dúvida alguma, o som da sexta superou o sábado, com sets mais ousados e tecnicamente impecáveis. Ano passado, Phonique e Booka Shade repetiram esse fenômeno. No MOB 2013, David August e Solomun no miolo da festa foram excepcionais, com o peso gostoso do grave nos 120 bpm. Jessica Tribst iniciou, e preparou a pista. Por fim, já com o sol batendo, algo que tem a raiz do MOB desde o início: Léo Janeiro, Renato Ratier e Junior C comandaram a “Jam Sessions “, fazendo o som que tem a cara da festa. Uma falha absolutamente imperdoável tem que ser apontada : Ingrid, dona de um som incrível e um carisma único, residente em todas as outras edições, tocou na Jam Sessions, mas não apareceu na divulgação? Hein? Como é? Tem que existir uma explicação muito boa pra isso. E ela, pra variar, veste literalmente a camisa, e tocou caracterizada de marinheira. Vamos ver se em 2014 essa derrapada máster não acontece, né produção?

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SUNSET PARTY

Dia lindo em Búzios, e ninguém melhor para iniciar do que o residente Magui . Escrevi uma mensagem para ele dizendo que quem é residente, conhece a casa e quem a freqüenta. Magui reflete exatamente isso. A cada ano melhor, sempre com a missão de começar a festa, deixar a pista redonda. Uma pena não ter tocado de novo no sunset do domingo.

Felix da House Cat entrou acelerando, pegando carona na pista muito bem preparada por Magui, e sentiu-se em casa. Uma grata surpresa, com a energia fechadinha com a pista. Os bpm´s aumentando, mas com qualidade.Anoitecendo e o bpm sobe de vez, com a dupla Ferris e Rodrigo Vieira, no chamado projeto “The Jows”, com os vocais de Shawnee Taylor . House fino, pra quem gosta dos 128.

Aí depois … aí depois… não sei de quanto foi o “retro cachê”, pois não consigo imaginar outro caminho. O MOB 2013 faz a maior barbeiragem de sua história, colocando Olin Batista para tocar. Não vou aqui discutir competência, estilo, nada disso. Mas, numa boa, pra chegar em um MOB você tem que ter uma mínima hora de vôo, e o comentário geral de quem estava à bordo foi : “- Quanto o pai pagou pra ele tocar? ” . Achei desrespeitoso aos tantos deejays que poderiam estar ali, com história, competência e identidade com o evento. Lamentável. Ainda bem que tocou na hora que o povo ou jantava, ou dormia. Sarava!

White Party By GREEN VALLEY

Desde sábado cedo a movimentação do staff técnico era intensa no navio. Corre corre gostoso de ver, para a instalação de todo o aparato de luz para a noite. Já no set do Magui, sol batendo, os painéis de led já estavam perfeitos e sincronizados .

A noite chegou e com ela mais uma vez o MOB supera a edição anterior no tocante aos recursos de luz e efeitos. Realmente lindo e inimaginável em um navio.Switch iniciou com a pista vazia, e embora o set fosse dos bons, pista vazia complica. O povo estava se recuperando da tarde e o “efeito Olin” pode ter contribuído (rs!).Roger Sanchez ainda pegou a pista enchendo, mas fez um set absolutamente perfeito, com um house gostoso de ouvir, requebrar, com sensualidade e ousadia. Eu que sou mais “low bpm”, achei sensacional ver a pista enchendo e entrando na vibe de um set muito bem construído.

Pethe Tha Zouk, a grande atração do MOB 2013, visto que a festa do branco é o ponto clímax, entrou cercado de todo o aparato de efeitos disponível. Realmente, de arrepiar o início. Ninguém aqui vai discutir a extrema competência do cara. Mas, consenso geral, fez um set muito acanhado, medroso mesmo, batendo nas velhas tracks de 2, 3 anos atrás. Colocou na pista arroz, feijão, bife, batata frita e um ovo em cim a. Mais comercial, impossível. Claro que isso dá pista e claro que todo mundo gosta de ouvir aquilo que pode dar alguma boa lembrança. Mas, por favor, não dá pra arriscar um tiquinho? Eu, se fizesse um set igual, não sairia sem uma garrafada na cabeça . Daí você observa que a festa do sábado está cada vez mais “Jovem Pan”. Que tal ousar mais?Depois desse “ set do flashback “, coube ao sempre animadíssimo Jonathan Ulysses fazer o que todo bom residente faz: Joga um balde de sabão na poeira e vamos tocar o som que pega na veia do povo. Sempre os residentes, resolvendo as crises. Amém! Set solto, com coisa boa de ouvir, descendo um tiquinho o bpm, com o Rio de Janeiro ao largo.Mario Fischetti recebeu a pista pronta e conduziu os bravos guerreiros da noite branca até o seu final. O MOB voltava a ser o MOB, sem tanta música clichê.

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CIRCOLOCO

Um sunset mais “pesadão”, preparando a noite que ia chegar. Jessica Tribst a “residente operária” do MOB 2013, estava lá mais uma vez. Porque não outro? Magui tocou uma vez, Ingrid “meia vez”. Vamos lá.

Depois Léo Janeiro, outro residente top de linha, fazendo a tênue linha entre a leveza de seu som e o peso bem calibrado. Eita bicho bom!! Dá gosto ouvir.Léo passa a pista perfeita, e entra um daqueles deejays que tocam para o próprio umbigo, ou ouvido se preferirem. O tal do Andrew Grant tocou pra ele, e só pra ele. Um som das 4 da manhã, às 4 da tarde. A pista foi miando… miando… fiquei até com medo que chovesse. Atração errada, na hora errada e talvez no lugar errado. Não vai deixar saudade.

Incrível como mesmo que você estivesse longe, sem ver nada, sentiria quando os Martinez Brothers entraram. Saiu o soturno, entrou a alegria do som sensacional da dupla. Tudo a ver com a festa; Bola dentro MOB! Um tech house “caliente”, e o giro subiu.Renato Ratier fecha a tarde/noite do Circoloco com o que se espera de um residente do MOB. O nível, sempre por cima, e a segurança de quem sabe para quem está tocando.

AFTER PARTY

E o MOB chega ao final com dois sets pra fritar bonito! Junior C esquenta a pista dos incansáveis guerreiros náuticos com um som primoroso, seguindo a linha de pesar a mão para quem vem depois. Desculpem a repetição. Mas os residentes são a medula da coisa. Ou entregam tudo arrumadinho ou arrumam a bagunça.Sultan & Ned Shepard fecharam o MOB com a tranqüilidade de quem pode tocar em qualquer fechamento. O som característico da dupla, com o house gostoso e girando nos 128 foi a opção ao clássico tech house de Mau Mau no ano passado. Gostei mais do último, mas sou suspeito.

Em resumo, o MOB cresce, melhora a estrutura, prima pela segurança, mas precisa ser um pouquinho mais o MOB antigo, tentando fugir dessa maçaroca comercial que caracterizava o outro cruzeiro, o “finado” House Ship .

Juba, você pode dormir tranquilo. Seus residentes conseguem segurar o piano à bordo. E bem!

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