O que tem de cultura na Virada Cultural?

Público presente na Praça Alfredo Issa, na LUZ, durante a Virada Cultural 2012 Leia mais

Essa mesma questão foi levantada no último domingo por diversos manifestantes, que percorreram as ruas do Centro indagando o suposto ‘’esquecimento’’ do Centenário de Luiz Gonzaga, o rei do forró pela organização da Virada vulgo Spturismo. Nenhum palco ou intervenção artística foi dedicado ao cantor. Penso o mesmo em relação a e-music. Segundo informações, até as 18:45 do sábado, os palcos não haviam sido montados. Nenhum palco foi verdadeiramente dedicado à música eletrônica. O que se viu e ouviu por lá, foi um verdadeiro show de horrores promovido pela Water Republic e outros Dj´s.

Não posso generalizar, algumas apresentações valeram a Virada inteira como, Mayara Leme, The Kickstarts, Ronaldinho e outros. Mas 85% das atrações ‘’eletrônicas’’ foram verdadeiros fiascos, começando pela ‘’dj’’ Tessália: ou seria sonoplasta? Sabe aquele tempo de festas dos amigos, quando você entregava o controle remoto na mão de um deles pra cuidar da música? Essa foi a única função de Tessália na pista Alfredo Issa, apenas apertar o play, só isso!

Meu feedback sincero da Tessália tá aqui, só clicar!

A ex-bbb deu um show de vergonha alheia e um exemplo de como um dj nunca deve se portar. O Mac de Tessália tinha uma única função: decorativa! Ela mal olhava para o público, regulava tantos knobs que até achei que o mixer dela tinha 32654541238579 botões. O set list era uma verdadeira salada musical, Tessália passou pelo dutch, dubstep e electro, com as piores tracks do planeta e com versões toscas de hits do rádio. Diferente de Mayara Leme. A garota tem energia de sobra e simpatia na mesma medida. Mayara tinha o setlist mais comercial que já ouvi na vida, mas curti o que vi e ouvi.

Desde o começo, o lado eletrônico da Virada já causava polêmica pelo fato de ter sido alocado em pontos perigosos da região chamada de Nova Luz. Foi pior do que pude imaginar a distância de um palco para o outro era enorme, quem se arriscou a ir para as outras pistas, gastava de 30 a 45 minutos na caminhada e falando em riscos, quem fez o percurso foi rezando pra não ser assaltado ou agredido.

Em suma, essa foi a pior edição da Virada Cultural.

Porra! Kassab…

#chatiada

18 comentários

  1. Relamente esta lamentável as novas edições desse projeto. Poderia ter como exemplo as edições passadas de 2009/10 que dava vontade de ir para apreciar os projetos e, os palcos eram próximos. Lamento das pessoas que curtem ir musica eletrônica em Atravessar a cracolandia para curtir o som tão amado. Porém, nao podemos dizer que este foi o projeto piloto de revitalização desta área. Colocando as pessoas que ali passavam em riscos eminentes. Lastimável.

  2. Uma virada cultural cuja opção era tentar achar roteiro com milhares de “opções”, resume-se assim. Eu iria simplesmente pela companhia de todos aqui do blog (compelida por outros problemas de outros amigos), mas só. Em matéria de música eletrônica, reafirmo que o máximo seria Timbiras mesmo e as comemorações de 10 anos da Puzzle Heads (merecidamente, inclusive tenho prazer em dizer que meu amigo L.D. Houctro fez um ótimo remake para o clássico Sensibilidade do Mimi, confira quem quiser). No mais, eu cheguei a traçar um tímido roteiro que passava por Ellen Oléria, Malika, Roy Ayers, Morphine e Jeremy Lions, Terra Preta, dar uma passada na Mauá e ouvir os dubs e reggaes, leia-se: se bobear era o conteúdo mais eletrônico, culturalmente falando. A impressão que se passa é que foi criada alguma licitação para algumas agência$, a qual nossa queridíssima ganhou ~meritoriamente~ (sic). Teorias de conspiração à parte, a virada cultural deste ano, musicalmente, foi o maior fiasco possível, no geral. Se partirmos para o cenário eletrônico, teremos a vergonha de repetir o erro de 9.5 entre 10 noites do Brasil.

    Em tempo: só lamento? Não, atitude. http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/lei_de_incentivo/index.php?p=7

  3. O que é realmente a virada cultural 
    Temos que levar alguns pontos em consideração foi boa?!? Não sei. A opinião é subjetiva e cabe cada um a livre interpretação. 
    Como estou mais ambientado ao mundo eletrônico por causa de amigos que estão lutando para ter um espaço digno nesta cena, é lastimável ver que esse evento apóia pessoas que por um golpe do destino resolveram se tornar dj. Acho que é uma opção final porque não sabem que quer da vida porque não discotecar.
    Colocar ex BBB, ex dançarina do gugu, ex chacrete (ja pensou o Ritinha Cadilackkkkkyyy nas pickups seria épico entre outros para fazer “bonito” em um evento desse porte é lastimável. Porque nao dá espaço para pessoas que lutam todos os dias para levar um som mais “limpo” que realmente estudam, que buscam fontes confiáveis para levar, de fato, O som. Nao quero levantar bandeira para celebridades instantâneas que depois de três minutos estão prontos como um lamen. A virada cultural, caso queira colocar pessoas dessa qualidade, porque nao faz um palco intitulado “CELEBRIDADES LAMEN” e lá Podem fazer o que quiser e receber o público que os admiram. Sou adepto aqueles que parcelam seus equipamentos até o computador do milhão para instalarem aplicativos para fazer um som bonito e digno de aplausos. Será que este mundo esta para pessoas que pagam e, ou são influentes? A resposta nem precisa ser posta aqui, como digo a resposta é subjetiva. E o que aconteceria com as pessoas que estao na cena há anos e nao tem um mero 3 minutos? Talentos estao sendo perdidos e outros reciclados. Logo, o que será das futuras edições da virada cultural?

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