O ”quase” reality show de Steve Angello

Steve Angello atacando de participante de reality show? Mother of God! Trocaram os papéis de vez?

Brincadeira! Só pra não perder a piada!

A vida de um DJ famoso sempre desperta a curiosidade alheia. A grande maioria das pessoas acha que é uma moleza: só festa, gente bonita, glamour, entrar na faixa em clubs luxuosos, entornar litros de champanhe. Não é bem assim.

Pra mostrar como é na real, Steve Angello (foto) topou revelar seu dia-a-dia pras câmeras da Size TV, seu recém-criado canal oficial no YouTube. Todo mês vão ser postados vídeos que registram a vida pessoal do top sueco e os bastidores do seu label Size Records. O público vai poder acompanhar desde o processo de criação artística, o trabalho em estúdio até o lado burocrático da contratação de um artista ou uma track. O primeiro episódio já está disponível, clique aqui

http://www.sizerecords.com
http://www.facebook.com/steveangello
https://twitter.com/#!/steveangello

Remixado do Portal Electro Mag

Festival Tribe leva música eletrônica a escolas da capital paulista

Baita iniciativa! Merecedora de grande destaque!

Música eletrônica se aprende na escola. Certamente no que depender da Tribe. O festival está tocando o projeto Carambola, com objetivo de promover inclusão social e apresentar a e-music pra alunos da capital paulista.

A Tribe deu o start no projeto agora em março, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, que distribuiu um primeiro lote de 300 kits (cada um contendo 12 CDs, DVD e apostila sobre música eletrônica) pra estudantes de 15 a 17 anos.

 “Para desenvolvermos o projeto selecionamos alguns dos melhores DJs e produtores nacionais e internacionais como Astrix, D-Nox e Beckers, dentre outros”, explica Rafael Dahan, um dos idealizadores do projeto e do festival.

“Para que o projeto pudesse ter o alcance que desejávamos, decidimos não comercializar os kits, mas distribuí-los gratuitamente para fãs e escolas”, arremata.

No total, vão ser distribuídos 3 mil kits. Pra essa ação, o festival contou com o patrocínio da Ambev, por meio da Lei Rouanet.

Com esse material, os estudantes vão poder ter um primeiro contato com artistas, músicas e as mais diversas vertentes do gênero. “Nossa ideia é oferecer aos jovens uma experiência orientada em música eletrônica, enriquecer a criatividade deles com um conteúdo diferenciado e mostrar que existem formas de apreciar e interpretar a música”, diz Dahan. A ideia é que com os kits, professores estimulem os alunos a desenvolver a percepção auditiva, memória, senso estético e crítico, melhorando a concentração e a capacidade de análise e reflexão por meio de discussões em grupo.

Em tempo, a Tribe completa 11 anos e promete muitas novidades pra sua 50ª edição, que rola no dia 07/07 em Helvetia (Indaiatuba/SP).

INFORMAÇÕES:

http://www.tribe.art.br/2012
http://www.facebook.com/tribeoficial
https://twitter.com/#!/tribesp
http://vimeo.com/tribeoficial

Vi no Portal ElectroMag

Veja o line-up eletrônico da Virada Cultural 2012

O palco da Alfredo Issa tem tudo pra ser uma dos mais polêmicos dessa edição. Alias desde o anúncio do line-up o caldo já havia engrossado.

A Water Republic incluiu quase todo o seu casting no line-up dessa Virada Cultural, a polêmica começa porque nem todos os ”bookados” são bons dj´s. Tessália é prova disso… Robotron pra quem não sabe, é a versão pobre do Daft Punk, e é a coisa mais sem graça que eu já vi e ouvi na vida. Os destaques desse line-up são os Dj´s Ronaldinho, Wes Oliver, Le Paladino, Mayara Leme e o Projeto Surya do Dj Ariel.

A Helvetia tem como destaque, o The Kickstarts, Feio, Ramilson Maia e o Dj Dan Cunha. Mais um ex-bbb na lista, Fabrício Amaral que nunca vi tocar e nunca ouvi falar do seu trabalho, e não será dessa vez que vai acontecer…

Pra quem gosta de trance, full-on, psy-trance e etc., a pista da Praça Princesa Isabel é um prato cheio. Neelix  e Rosa Ventura são os grandes destaques desse line.

Tudo lindo e maravilhoso só que ao contrário. Exceto pelos nomes citados neste post, o line-up de 2012 é o pior de todas as edições da Virada Cultural.

E sem contar a distância das pistas e o nível de periculosidade de cada uma. Sem querer ser pessimista ou preconceituosa mas é bom ficar esperto,se nas edições anteriores o risco já era alto, em 2012 o risco é ainda mais elevado. A praça Alfredo Issa pra quem não conhece, é em frente ao Poupatempo da Luz e próxima da estação de trem e metrô, normalmente frequentada por usuários de drogas. A Helvetia fica próxima da Cracolândia. E a praça Princesa Isabel não é das piores, mas é bom ficar atento.

Mas de qualquer forma prudência não faz mal à ninguém. Nada de ficar muito louco e dar mole por aí. Independente da região, qualquer lugar é prato cheio para os ladrões de plantão.

Veja os line-ups das outras pistas:

TIMBIRAS

Gustavo Ballesté (Under_line)
Maicon Villa (Aka Kidcult)
Autobooze
Mr.gil
Mazzur
Manchinha
Jac Junior
André Ribeiro
Rafael Moura
Marco Blasquez
Mimi
L_Cio
Monsters At Work
Puzzle Heads

BARÃO DE PIRACICABA
18h – Abertura do Palco com Grupo Boomboxtrio
19h – Grupo Sometimes
20h – Dj Carol Rosa
21h – Dj Cinara
22h – Gaby – Experience Beyonce Cover – Gabriela Electra
23h – Angel – as Divas: um Tributo às Divas do Soul – Angel Keys
00h – Rose Cohen (Rihanna Cover)
01h – Rhossi
01h30 – Thiago Look
02h30 – Tio Fresh
03h – Dj Typá
04h – Dj Marks
05h – R!-Jay
06h – Dj Katatau
07h – Dj Chau
08h – Fabinho Bw
09h – Dj Jully Jully
10h – Dj Child
11h – Terra Preta
12h – Dj Black Jay
13h – Dj João Gil
14h – Dj Speed
15h – Dj Silvio Miller
16h – Betão Grooves
17h – Guto Olive

Programação completa em www.viradacultural.org

Cronologia dos últimos 30 da noite paulista

Interessante compartilhar!

AFolha de Sao Paulo fez uma cronologia bem legal. Pena que deixaram de lado a Circuito que deu origem ao Clash Club e a extinta Parada da Paz, o mais próximo que chegamos da Love Parade da Alemanha (se é que podemos comparar…) e também o Lov.e por São Paulo.

E temos que salientar a importância da Rádio Energia 97fm, que trouxe os festivais Clubtronic Live e a Spirit of London, dentro de um calendário sem opções de entretenimento do seguimento de música eletrônica.

Se hoje temos a Virada Cultural que dedica espaços a nossa cultura de e-music, devemos agradecer aos dj´s, produtores, promoters, donos de casas noturna, que há muito tempo atrás investiram nessa cultura.

Falta muita gente aí, mas vale a pena dar uma conferida.

Nos anos 1980, o preto era cor obrigatória no figurino de quem frequentava o cenário underground. Nos anos 1990, o ecstasy invadiu as primeiras pistas que investiram em música eletrônica. E, na última década, a noite paulistana ferveu com festivais, festas itinerantes, a reocupação da rua Augusta e o impulso de uma nova geração de produtores e músicos empenhados em divulgar uma multiplicidade de ritmos e gêneros sonoros.

Esse é um resumo do resumo de um fenômeno que não tem fim: o da noite paulistana. A linha do tempo que segue nas próximas páginas resgata alguns dos principais fatos ligados à evolução da balada nas três últimas décadas.

Arquivo Folha
Ícone da noite paulistana, a Gallery, era frequentada por celebridades e endinheirados
Ícone da noite paulistana, a Gallery surgiu em 1979 e era frequentada por celebridades e por endinheirados

1979 – Famosos e ricos se encontram na Gallery No ano em que a novela “Dancin’ Days” foi exibida pela Globo, São Paulo ganhou um ícone da noite: a Gallery, frequentada por celebridades e endinheirados. A atriz Vera Fischer e o roqueiro Cazuza são artistas que passaram por lá. Foi a primeira casa do empresário José Victor Oliva, na época com 23 anos. Nos anos 80, ele abriu ainda os clubes Banana Café, Moinho Santo Antônio e Resumo da Ópera. Acabou ganhando um apelido: o “rei”da noite.

1983 – Madame Satã abre alas para a cena underground As gangues dos Carecas do ABC e turmas de punks transformavam a inquietação juvenil em brigas de rua. Mas, no Madame Satã, eles pareciam conviver pacificamente, na companhia de góticos e artistas. Dentro desse caldeirão, dançava-se ao som da banda The Cure, declamava-se Rimbaud. Em 1983, Madonna lançou seu primeiro álbum.

1987 – Up&Down atrai jovens e adolescentes A Up&Down abriu na rua Pamplona, nos Jardins. Foi uma das primeiras baladas a investir em iluminação psicodélica. Menores de idade entravam com facilidade na casa, que virou reduto teen. O ano também tem como marca a abertura, no largo da Batata, do Aeroanta, casa de shows que investia no rock nacional. Seu palco recebeu bandas como Camisa de Vênus e Mundo Livre S/A. Lá, Cazuza lançou, em São Paulo, o álbum “Ideologia” (1988), dirigido por Ney Matogrosso.

1988 – Nation investe em pop e eletrônica O Madame Satã ainda funcionava, mas boa parte do público underground já havia migrado para a Nation, na rua Augusta. Menos soturnas, as festas da casa eram marcadas pelas performances dos DJs Mauro Borges e Renato Lopes, que apresentavam músicas de Kylie Minogue e Madonna. Ali, o pop brasileiro (ou ao menos a música para pista) tem um ímpeto de nacionalização. O hit “Que Fim Levou o Robin?”, de Mauro Borges, chegou a ser tocado no programa “Viva a Noite”, de Gugu Liberato (SBT).

1989 – Legião lança o disco “As Quatro Estações” Enquanto o acid house, ritmo de Detroit que pegou com força em Londres, não chegava ao Brasil, a faixa “Maurício”, do álbum “As Quatro Estações”, da banda Legião Urbana, virou hit de pista. O inglês Morrissey, dos Smiths, já fazia carreira solo e influenciava bandas nacionais. O grupo Nirvana lança seu primeiro álbum, “Bleach”, pela gravadora independente SubPop. O estilo e a moda grunge, em São Paulo, davam seus primeiros passos.

1991 – Massivo vira ícone GLS A cena gay ganhou um reduto que marcou época: o Massivo, nos Jardins, foi porta para a música eletrônica, embora desse espaço para Michael Jackson e Sidney Magal. O performer Johnny Luxo, que recebia convidados na porta, surgiu como símbolo da união entre noite e moda. Anos depois, se tornaria modelo de um jovem estilista, Alexandre Herchcovitch. Os DJs Julião e Marky Mark começaram a tocar na Sound Factory, na zona leste, ritmos até então pouco conhecidos, como o drum and bass.

Alexandre Rezende/Folhapress
Erika Palomino dos corredores da Bienal
Erika Palomino nos corredores da Bienal durante a SPFW; coluna “Noite Ilustrada” estreou na Folha em 1992

1992 – Folha lança “Noite Ilustrada”, Coluna de Erika Palomino Com bandas e DJs, o L&M Music inaugurou o conceito de rave urbana no estádio do Pacaembu. A coluna “Noite Ilustrada”, de Erika Palomino, foi lançada na Folha. Madonna colocou nas lojas de discos o LP “Erotica”, um álbum pós-punk sobre o amor. Gays ganharam uma nova casa, a Sra. Krawitz, que apostou suas fichas em um gênero mais pesado e menos pop: o techno.

1994 – O primeiro after-hours A carinha feliz do Smile se tornou símbolo da cultura do acid house e inspirou a criação de uma outra imagem, um solzinho rodeado de pernas. Era o logo do Hell’s, festa criada pelos DJs Gil Barbara, Mau Mau e Pil Marques. Considerado o primeiro “after” da cidade, a festa começava às 4h, no Columbia, nos Jardins. Ali, o ecstasy deu cores a uma nova cultura, e o preto perdeu espaço. O tênis All Star voltou à moda, em parte porque foi visto no pé do vocalista da banda Nirvana, Kurt Cobain, que se matou neste mesmo ano.

1995 – DJ francês Laurent Garnier em São Paulo Endeusado por clubbers, o DJ francês Laurent Garnier faz sua primeira passagem pela noite paulistana. Ele tocou no Latino e no Sound Factory e apresentou-se no Hell’s. O DJ, que procurava novos públicos depois de ter uma carreira ovacionada em Detroit e na França, apresentou um set tão importante para a noite de São Paulo quanto para ele próprio. Algo que deixou registrado na biografia escrita pelo jornalista David Brun-Lambert. Em 1995, a Vila Madalena ganhou um reduto que fez história entre roqueiros: o bar Matrix.

1996 – Zona Leste ganha casa de mauricinhos O Moinho Santo Antônio levou mauricinhos e patricinhas à Mooca. Na casa, Chemical Brothers podia ser ouvido em set que também incluía “Garota Nacional”, do Skank. Um pouco mais distante, o clube Sirena (inaugurado em 1993) tornava-se apêndice da noite paulistana, em Maresias. A música eletrônica deixava de ser uma exclusividade do mundo underground.

Regina Agrella/Folhapress
Parada do Orgulho Gay na avenida Paulista; evento reuniu 2.000 na primeira edição
Parada do Orgulho Gay na avenida Paulista; evento conseguiu reunir 2.000 em sua primeira edição, realizada em 1997

1997 – Primeira Parada Gay Reúne 2.000 pessoas A primeira parada gay, na avenida Paulista, reuniu cerca de 2.000 pessoas. Bandas como Prodigy, Daft Punk e Underworld invadiram a programação da MTV. Em Pinheiros, uma casa escura abriu as portas com o nome de Torre do Dr. Zero. Liderado pelo DJ Bispo e por Positive, a casa foi celeiro de bandas como o CSS (na época chamada de Cansei de Ser Sexy). Num domingo de Páscoa, às 7h, uma batida policial no Hell’s Club, em operação antidroga, leva 400 pessoas para a delegacia. A cultura do ecstasy já andava a todo vapor.

1998 – Lov.e Club & Lounge abre na Vila Olímpia Aberto no Dia dos Namorados, o Lov.e Club & Lounge traz programação variada e vira ponto de encontro de todas as tribos. Às quartas, promovia uma noite de trance. Às quintas, era a vez do drum and bass, em noite comandada pelo DJ Marky Mark, que mais tarde passou a se chamar Marky. Nas sextas, house. De sábado para domingo, rolava o Lov.e Paradise, “after” que selou o encontro entre público hétero e gay.

1999 – Manga rosa abre na Vila Olímpia O Manga Rosa levou a cultura eletrônica para mauricinhos e patricinhas da Vila Olímpia. Um ano antes, o inferninho A Lôca, na rua Frei Caneca, promoveu uma matinê importante para o cenário gay, o Grind, que começava às 19h com sessões de rock “indie”, pop e música punk. A casa Blen Blen reabriu em novo endereço, na Vila Madalena, e tornou-se seleiro de uma nova geração da MPB, que incluiu Otto, Simoninha, Jair Rodrigues e a banda Funk Como Le Gusta, entre outras atrações.

2000 – Skol Beats faz rave urbana em Interlagos Na década anterior, as raves haviam ocupado fazendas, sítios e galpões, seguindo o modelo das festas inglesas. A primeira edição do Skol Beats trouxe esse conceito para o espaço urbano. Realizada no autódromo de Interlagos em junho, recebeu 20 mil pessoas. Ainda que um festival de música eletrônica já tivesse acontecido no Pacaembu, o Skol Beats foi o primeiro grande evento do gênero, apresentando nomes como Paul Oakenfold, Bob Sinclair, DJ Rap, Green, Patife e DJ Marky.

Newton Santos/Hype/Folhapress
Ambiente do clube noturno D-edge, na Barra Funda, zona oeste da cidade
Ambiente do clube noturno D-Edge, na Barra Funda, zona oeste da cidade, eleito em 2009 um dos melhores do mundo

2003 – D-Edge vira referência internacional O DJ Renato Ratier abre o D-Edge no espaço antes ocupado pelo clube Stereo. A casa vira referência pela programação, pelo equipamento de som e ainda pelo grafismo de luzes em painéis eletrônicos nas paredes, no teto e no piso. Em 2009, foi citada pela “DJ Magazine” (bíblia do gênero) como uma das dez melhores casas do mundo. Entrou na rota obrigatória de DJs internacionais, como o chileno Ricardo Villalobos.

2005 – Clube incentiva renovação da Augusta Um clube abre com a força de uma intervenção urbana. Fruto de uma sociedade entre o rockabilly José Tibiriçá e o argentino Facundo Guerra, o Vegas apresentou programação de qualidade, atraiu público e estimulou a ocupação da rua Augusta. Na abertura, a rua era basicamente ocupada por prostitutas, que passaram a dividir espaço com baladeiros. Outros clubes seguiram o exemplo, ocupando o trecho da rua hoje conhecido como Baixo Augusta (entre a rua Consolação e a avenida Paulista). No mesmo ano, mais um reduto roqueiro aparece nos arredores, o intimista Milo Garage.

2009 – Casa de Nova York ganha filial em São Paulo Manga Rosa e Lov.e fecharam as portas, e São Paulo ganhou uma filial da casa nova-iorquina Pink Elephant. Enquanto o eixo Vila Olímpia colecionava baladas de clima internacional, como a Disco e a Mynt Lounge, com seus camarotes patrocinados por rótulos de bebida, o cenário underground paulistano se renovava, no centro, com a inauguração da Voodoohop, uma festa que teve edições tímidas em 2008 e que, em 2009, ocupou um prédio abandonado na avenida São João. Em agosto, uma medida do governo obriga frequentadores e estabelecimentos a mudar um hábito antigo: entra em vigor a lei estadual antifumo, que proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo como bares e clubes.

Isadora Brant/Folhapress
Movimento Baixo Centro promove a Festa Voodoohop, no Minhocão
Festa Voodoohop ocupa o elevado Costa e Silva, no centro da cidade de São Paulo; evento foi divulgado pelas redes sociais

2010 – MIS lança balada vespertina O Museu da Imagem e do Som promoveu sua primeira Green Sunset, festa gratuita realizada sempre nas tardes de sábado. O evento inicia sem periodicidade, mas, em 2011, se torna mensal. A Green Sunset abriu espaço para um novo tipo de cultura: a de baladas que iniciam um pouco antes do pôr do sol. As primeiras edições foram descontraídas, com baladeiros levando bebidas em caixas de isopor –crianças e cachorros também marcaram presença, numa possível releitura da cultura hippie. Em 2011, o museu passou a cobrar ingressos a R$ 10, para controlar a lotação.

2012 – Voodoohop invade o Minhocão Em março, a festa Voodoohop faz uma grande intervenção urbana. Usa as redes sociais (especialmente o Facebook) para divulgar uma festa gratuita realizada em cima do elevado Presidente Costa e Silva, o Minhocão. Dá continuidade, portanto, à cultura das festas vespertinas, com baladeiros andando de skate, dançando e fazendo performances

Swedish House Mafia anuncia novo membro!

Skrillex!

Mentira, tô brincando!

Mas foi anunciado na semana passada uma parceria dos mafiosos com o produtor Skrillex.

Essa é uma parceria de gigantes. Depois da sua explosiva apresentação no festival Lollapalooza Brasil no último fim de semana, Skrillex (foto) segue na crista da onda. O bambambã americano do dubstep e sua namorada, a cantora/compositora inglesa Ellie Goulding, entraram em estúdio pra uma colaboração com Sebastian Ingrosso e Steve Angello, do Swedish House Mafia.

Segundo Ingrosso, o encontro foi em clima de descontração total e “sem nenhuma pressão”. “Fizemos uma demo e foi maravilhoso! Nós nos divertimos muito”, relata o top sueco, que não economizou nos elogios.

“Ellie é uma grande cantora. Sua voz é fantástica. Já Skrillex, ele é o Skrillex!”, destaca.

Ingrosso confessou que ele e seu companheiro estavam nervosos, e por conta disso capricharam nos preparativos no estúdio. “Skrillex e Ellie chegaram uma meia hora depois. Começamos a trabalhar em cima de uma melodia. O Skrillex ficou louco e adorou. Depois de algumas horas, compusemos a música”, conta Ingrosso. O DJ sueco jogou mais um pouco confete no jovem parceiro americano.

“Skrillex é bem pé no chão, por isso que é um dos melhores. Ele adora todo tipo de música. Acho que ele é um gênio”, decreta.

Ingrosso acredita que a track que eles criaram juntos deve entrar no próximo álbum de Ellie.

INFORMAÇÕES:

www.facebook.com/skrillex
www.youtube.com/skrillex
https://twitter.com/#!/skrillex
www.swedishhousemafia.com
www.facebook.com/swedishhousemafia
www.youtube.com/user/swedishhousemafiatv
https://twitter.com/#!/swedishousemfia

Remixado do Portal Electro Mag

Vegas Club fecha as portas

Público da festa Tranquera, uma das mais populares do Vegas

O Vegas Club, uma das casas noturnas da Rua Augusta, na região central de São Paulo, fechou as portas no fim de semana. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (16), mas o último dia de funcionamento foi no sábado (14), segundo funcionários.

A casa noturna recebeu festas ao longo dos últimos sete anos. O fechamento ocorreu devido à especulação imobiliária na região, diz uma nota oficial divulgada pelo empresário Facundo Guerra. “O galpão onde o mesmo [Vegas] se encontra recebeu uma proposta de compra milionária para ali ser montado um empreendimento imobiliário”, afirma o texto.

Na nota oficial, o dono da boate diz que lutou “até o último segundo” para tentar manter o Vegas aberto. “Como inquilinos, nunca poderíamos cobrir a oferta que o imóvel recebeu, e batalhamos até o último segundo. Mas nesta segunda-feira resolvemos jogar a toalha”, ressaltou.

O fechamento do Vegas ocorre “não por conta da falência do projeto”, diz a nota divulgada por Facundo, mas “em virtude do preço do metro quadrado da região, hoje uma das mais valorizadas de São Paulo”.

Ainda não há informações sobre uma futura reabertura da casa noturna em outro endereço. Procurado pelo G1, Guerra disse que “precisa de um tempo para se refazer do baque”. Ele lamentou o ocorrido e disse estar de luto.

Na noite desta segunda, vizinhos da casa noturna ainda não sabiam do fechamento. Segundo frequentadores da Augusta ouvidos pelo G1, a ausência só deve ser notada nos próximos dias, principalmente a partir de quinta, quando o movimento na região começa a se intensificar.

Leia abaixo a nota na íntegra:

“Carta aberta sobre o encerramento do Vegas

É com pesar que anunciamos o fechamento do Vegas a partir desta semana do dia 16/04/2012.

O Vegas teve um ciclo de sete anos, e ao longo destes anos todos a noite de São Paulo e especialmente a rua Augusta mudou para melhor. É possível contar a história da noite recente de nossa cidade através de um antes e um depois do Vegas: coincidência, timming, chame como quiser, mas a noite de São Paulo floresceu desde a abertura do projeto. A rua Augusta, antes desolada, hoje representa a cara de nossa cidade. E ironicamente foi o sucesso do clube e, por consequência, da rua Augusta, que acabou por vitimar o Vegas: o galpão onde o mesmo se encontra recebeu uma proposta de compra milionária para ali ser montado um empreendimento imobiliário. Como inquilinos nunca poderíamos cobrir a oferta que o imóvel recebeu e batalhamos até o último segundo, mas nesta segunda-feira resolvemos jogar a toalha. O Vegas tombou não por conta da falência do projeto, mas em virtude do preço do metro quadrado na região, hoje uma das mais valorizadas de São Paulo.

Foram noites memoráveis e do Vegas saíram outros 5 projetos que entregamos para São Paulo, sem contar as dezenas de clubes e bares que povoaram a rua e a transformaram em cartão postal de São Paulo. O ciclo, hoje, se encerra. Ao longo deste sete anos foram incontáveis os amigos, os parceiros, as alegrias que o clube proporcionou. O Vegas foi a porta de entrada para muitos profissionais que atuam com sucesso na noite paulistana hoje, e só por isso ele já cumpriu sua função histórica. Lançou antes de muitos novas estéticas no campo da música e do vídeo, teve em seus palcos os melhores DJs do Brasil e do mundo, foi pauta da imprensa internacional, serviu de referência para clubes Brasil afora e teve seu nome e seu projeto clonado pelo menos 4 vezes ao longo dos anos, prova incontestável de seu sucesso. O Vegas nunca mais deixará a memória e os corações de quem ali trabalhou e dos clientes que passaram suas noites ao nosso lado.

Portanto, nada de tristeza aqui. Somos imensamente gratos ao clube que serviu de fundação para a Nova Augusta. Cumprimos com louvor o objetivo do projeto.

O Vegas está morto. Viva o Vegas!

Nós.”

Uma pena.

Via G1

Valeu a dica Emerson!

Hiato

Ou “Um texto extraordinário sobre porque o fechamento do Vegas faz diferença nas nossas vidas”. E olha, já havia uns 4 anos, dos 7 vividos pelo club, que eu não pisava lá. E mesmo assim, ainda assim, o club marca momentos da minha vida recente como se eu realmente batesse cartão por lá.

“Mas então o que caralhos você está falando sobre Vegas se nem pagava a porra da consumação?”

Não tenho autoridade nenhuma mesmo para falar dos últimos suspiros do club que acreditou na Augusta, em um momento de baixa na região. Um momento em que sobravam lembranças de uma época onde a Ouro Fino ditava padrões de moda, música e comportamento, de festas mágicas como Hell e Nação Quebrada, um em que muito embora pudesse argumentar que nunca de fato a beleza daquela rua tivesse morrido, alí se escondia, moribunda, sendo lembrada apenas por conversas saudosas de boteco e suas garotas de programa. Sem maquiagem, sem vestido de noite, sem luxo nem luxúria.

Faça suas contas: era 2005, um ano em que a cena padecia de um certo ócio. Algumas culturas foram reduzidas novamente ao underground, outras absorviam o que encontravam no pop para adquirir sobrevida. Um rascunho da cena moderna, com os primeiros suspiros de muitos nomes que hoje são referência, descobertos por artistas renomados que precisavam superar o desgaste. Procure aí, ou puxe pela memória: a minha, falha devido a problemas pessoais sérios na época, em que muito mal e raramente conseguia 15 minutos para ver o que andava se passando com o meu então absoluto drum ‘n bass. Meu bálsamo aliviador, à época, era poder ouvir meu suadamente adquirido Billion Dollar Gravy, do London Elektricity, quando chegava em casa. Mas minha vida não vem ao caso, retome aí que eu ando meio gagá.

O que eu tenho alguma autoridade, se muito, é lembrar o quanto este club, além de referência, foi o estado de arte para muita gente, através de seus projetos e festas. Sei lá, lembrar que um amigo meu ainda refere ao melhor momento da vida dele quando, vindo do Rio (e leia-se dos cafundós do Rio), finalmente pôde ir à Converse, ainda no Vegas na época. Ou lembrar minha alegria quando eu pensei “existe um lugar pra mim” quando conheci a Tranquera. E também, com certo pesar, de que teria presenciado os últimos momentos do Vegas na última sexta, se não fosse mais uma vez (ironicamente) por problemas pessoais bem parecidos.

(São vários, que resumem-se a não ter um puto no bolso e estar muito fudida, mas não ligue pra isso, devaneio)

E muito embora até agora eu tenha apenas apelado para memórias emotivas (e as imagino em quantidade ainda maior para quem participou ativamente dessa história), posso dizer concretamente: temos diversos motivos para lamentar o fechamento da casa.

– Primeiro, pela história que construiu nestes anos e, se formos montar uma lista, será improvável que o Vegas não conte entre as mais influentes da cena eletrônica nos anos 2k.

– Segundo, porque pelo menos por este instante, perdemos muitas das ótimas festas que ocorriam por lá e que representavam, apesar do privilégio de grande casa e de atender todo tipo de público, a essência de como fazer música underground em ambientes de grande porte.

– Terceiro, exatamente por esta diversidade capaz de agregar públicos tão distintos: teens, indies, jazzists, hipsters, rockers, stepaheaders, classistas. Sedentos por música, sem frescurinha. Não posso falar pelos outros, mas parte do meu respeito era justamente por poder falar do Vegas com propriedade de pop a dubstep.

– Quarto, porque era um dos soundsystems mais respeitáveis de SP, convenhamos. E pra quem ama música não há nada mais gratificante do que ver um lugar onde o grave bate redondinho e os agudos batem cristalinos.

– Quinto, porque a Augusta, como patrimônio cultural de SP, sofre um ataque com graves sequelas à sua hegemonia. É a mesma história repetindo-se em um ciclo ingrato: na primeira, a decadência e a desvalorização do centro levaram a um êxodo para outras regiões, então mais valorizas, mais o baque de uma queda significativa de público, por questões modais ou simplesmente por resfriamento. Agora, o exato inverso: uma revitalização genial do centro, com um grande potencial de capital, e mais a grande demanda de público não apenas para curtir a noite alí, mas viver na região.

Sobra um lamento em meio a este intervalo que antecede, como disse meu caríssimo Emerson Procópio, momentos que tendem a ser piores para a vida noturna desta que é uma das ruas mais notívagas da nossa paulicéia. Um hiato com som estranho, um ‘e’ distante d’a por um traço imenso, insosso, insípido, afônico. Um espaço vazio cujo som dos escombros tende a substituir algo que fora agradável a ponto de trazer de volta a inspiração dos boêmios perdidos há tanto, ressonando através de um PA. Sobram, órfãos, os que assinam à carta, os que entoam como eu esta ode e suas saudações ao Vegas, que viva nas memórias dos que fomentaram contigo sua nova cena clubber: nós.

Me chamem do que acharem que devem, mas estou de luto.

Quer saber um pouquinho mais sobre música eletrônica? #Vem (com a )Gente!

Sabe quando você entra naquela famosa roda de conversa musical sem saber nada? Pior que peixe fora d´água? E se o assunto por música eletrônica?Vish…

Se tiver um dj no meio aí ferrou tudo! O assunto tem uma pegada de conversa russa, grega e chinesa!

Mas o REMIXA vai resolver grande parte desse problema! Aline Mourad, Fernanda Mei-ko e Thiago Mota deram uma remixada no texto originalmente publicado no Portal Oba-Oba pra te ajudar!

Imprima esse post e seja feliz! E obviamente, caso queira aprofundar-se no assunto, pesquise bastante, ouça bastante e divirta-se bastante também!

ABLETON – Uma empresa alemã fabricante de softwares de áudio. Normalmente usa-se o nome para referir ao Live, software sequenciador usado pelos DJs nas apresentações ao vivo e para fazer arranjos em suas músicas.

ACID HOUSE – nasceu na onda do Ecstasy e é uma house music com sons mais psicodélicos e que fazem a pessoa viajar. Depois da acid house vários movimentos dentro da música eletrônica aconteceram como as raves exemplo.

ADE – ou Amsterdam Dance Event é a principal conferência de música eletrônica da Europa e do mundo. Acontece em Amsterdam no final do mês de outubro.

AFTER-HOUR – festa que começa após o horário normal das outras casas, geralmente por volta de cinco da manhã.

ALBUM – o mesmo que LP, um vinil de 12” com várias faixas.

AMBIENT – tipo de música adequada para ter ao fundo em qualquer ambiente, seja bar ou festa. Não é do tipo de música para dançar, só para ficar de fundo mesmo. Termo macro para diversos gêneros como downbeats, afluentes do jazz e do funk, bossa nova, experimentalismos e nu wave (e sua recente variação, chillwave).

B2B – Ou back 2 back. Hoje normalmente referido a um set feito a quatro ou mais mãos, sem o formato de batalha. Também referido no hip hop (hoje em desuso) como o formato de scratching em que se utilizam dois discos para construir sonoridade (desambiguação de beat construction).

BACKSPIN – sabe quando o DJ dá aquela rodada no vinil e faz aquele barulho de disco riscando? Então, é o backspin, o movimento de girar o disco em direção contrária para fazer uma mixagem diferente.

BACKSTAGE – os bastidores do babado.

BATE-CABELO – também conhecido como tribal house. House mais comercial com vocais femininos como os de Mariah Carey, Whitney Houston, etc. Tocada geralmente nos clubs GLS

BEAT CONSTRUCTION – Mesmo que “B2B”, porém usualmente pouco utilizado para não haver confusão com o beat constructor, famoso disco entre os DJs de performance pelas suas faixas de beats e vinhetas utilizadas para scratching. Muitos chamam o disco de “constructor” também por este motivo.

BOLACHA – Gíria clássica para disco de vinil, ou mesmo para qualquer mídia redondinha e saborosa, hoje em tempos de CDs.

BOOKER – pessoa responsável em agendar datas para os DJs.

BROSTEP – Pejoração comumente usada pelos amantes mais fiéias às raízes do dubstep para designar sons que utilizam a base do dubstep/2-step mas distoam do som grave e obscurantista, normalmente apenas usando modulações “por diversão” e com tendência ao electro. A frequente polêmica com Skrillex reside no fato de ser um difusor do que se pode chamar de brostep.

BPM – sigla de Batidas Por Minuto.

BREAKBEAT – sons com batidas quebradas onde se englobam, por exemplo, o drum n’ bass e o trip hop.

CASE – a mala onde os DJs levam seus vinis ou CD’s

CDJ – é a linha de pick-ups com CD’s da Pioneer com pitch (veja abaixo).

CHART – a lista com as músicas favoritas de um DJ, rádio ou club. Pode ser também chamada de outros nomes, como top 10, por exemplo.

CHICAGO – cidade nos EUA berço da house music, especialmente do movimento garage.

CHILL IN – o famoso esquenta.

CHILL OUT – a palavra significa relaxar, ou seja, uma música mais calma geralmente para ser ouvida depois de uma noitada.

COMPLEXTRO – Inicialmente uma pejoração sobre o que até então chamava-se simplesmente de choppy electro, esta variação do hard electro francês menos rasgado e mais repleto de elementos tonais, geralmente quebrados entre si. Há quem chame no exterior de brazilian electro graças à onda de artistas que difundiram o gênero, quase todos brasileiros.

CROCANTE – usualmente usado por DJs para falar que determinada “bolacha” possui uma sonoridade deliciosa na pista, ou para falar de sons que têm uma sonoridade “crocante” (dotada de graves e efeitos rasgantes e suntuosos).

CROSSFADER – controle que existe na maioria dos mixers profissionais para diminuir ou aumentar o volume das músicas permitindo assim que uma acabe se fundindo com a outra, que vai sumindo levemente.

CUBASE – Software de sequenciamento e produção criado pela Steinberg é tido como a “linha de base” do Nuendo, software principal da empresa, porém por conta do ótimo motor de áudio é amplamente utilizado por muitos até o processo final.

CUE – botão que marca o início da mixagem, onde o DJ marca a batida. Ele permite que o DJ volte quantas vezes forem necessárias para o mesmo ponto caso tenha errado.

DANCE MUSIC – O termo dance music surgiu para englobar todo estilo musical ágil e possível de levar para clubs e pistas de dança, e por englobar entende-se independente de gênero. No entanto, o termo tornou-se amplamente utilizado para caracterizar a música eletrönica dançante, especialmente a house music com BPM acima de 135 BPM e dotada de certa psicodelia. Partindo deste significado, surgem rótulos como o eurodance e o dance latino, dance music criada nestas regiões mas que influenciaram produtores com todo um estilo, herdados respectivamente pelo trance e pelo tribal house e tech house.

DEEP HOUSE – house music com sons mais puxados pro jazzy, com BPM mais baixo e influências de disco.

DEMF – ou Detroit Electronic Music Festival o maior festival de música eletrônica que rola em Detroit desde 2000.

DETROIT – cidade americana onde nasceu o techno.

DISCO – estilo de música dos anos 70 com bastante ritmo e influenciada principalmente pelo som negro. A house music nasceu da disco music.

DOWNTEMPO – estilo musical com ritmo bem lento. Derivado do Ambient

DRUM N’ BASS – traduzindo ao pé da letra é bateria e baixo. O estilo DnB em BPM bem alto, por volta de 170 BPM’s, onde os principais elementos são as batidas e som forte e grave do baixo, com influências de hip-hop, funk, dub, rock, etc.

DUB – originado na Jamaica, o dub era no começo apenas uma forma de remixar músicas de reggae, tirando os vocais e valorizando baixo e bateria. Acabou que suas bases foram usadas em outros estilos de música eletrônica e também no hip-hop. Hoje é um estilo musical.

DUBSTEP – estilo musical recente (surgiu em Londres há alguns anos apenas) tem sua origem de estilo no dub e é marcado por uso intenso de sub-graves, composição inconstante, criação de texturas melancólicas e temas geralmente obscuros.

DUTCH– Quase um tribal, porém cheio de elementos agudos por vezes, irritante.

EBM – Electronic Body Music surgiu na Bélgica entre os anos de 85 e 88 e é um electro bem mais pesado. Por conta de seu peso no baixo e na batida eletrônica é conhecido também como Industrial.

ELECTRO – gênero de música eletrônica que tem como principal característica o uso da bateria eletrônica, sintetizadores e samplers. Quase não tem vocais e, quando eles existem, geralmente são distorcidos por vocoders (veja abaixo) ou talk boxes.

EP – sigla para Extended Play. São os vinis que os DJs tocam geralmente com poucas faixas ou apenas duas maxifaixas, uma de cada lado do disco.

EXPERIMENTAL – um som de vanguarda, como o próprio nome já diz, um experimento que busca novas sonoridades da música eletrônica.

FAKE – Os famosos ‘’quem’’ que fingem ser dj´s. Ex. Ex-Bbb´s, subcelebridades e artistas falidos.

FEATURING – é a participação de um artista convidado na produção de uma nova faixa. Por exemplo: Phonique feat Erlend Oye – For the time being

FIDGET – Termo inicialmente pejorativo que transcreve uma mistura entre o glitch, o jackin e o electro house, criando uma sonoridade ao mesmo tempo grave, rasgada e swingada. Hoje os artistas usualmente tachados pelo fidget encontram-se pendendo para um dos três gêneros e também pelo UK garage.

FUNKTION-ONE – o sistema de som de maior qualidade atualmente. Alguns clubs em São Paulo – como D-Edge e Hot Hot – já usam esse sistema.

FRUITY LOOPS – Ou FL, software de sequenciamento e produção da Image-line muito popular por sua praticidade para começar a trabalhar. Usualmente tido (erroneamente) como um software para principiantes, mas ótima ferramenta nas mãos de profissionais dedicados.

GABBA – techno com batidas muito aceleradas e pesadas como o punk rock. Os BPM’s podem chegar de 200 a 400. Para se ter uma idéia, a house music trabalha em, mais ou menos, 120 BPM’s

GARAGE – subestilo da house music criado em Nova York, menos comercial e com vocais mais enxutos. Há a variação chamada UK garage, advinda de Bristol ou Dresden, que flerta com o breakbeat e sonoridades mais escuras. Vale lembrar que grande parte da influëncia do garage reside na soul music dos anos 60, refletindo-se especialmente nas baterias e vozes.

GIG – o evento onde o DJ se apresenta, como festa fechada, club, festival, etc.

GLITCH – Gênero caracterizado especialmente pelos graves rasgados, normalmente “chainsaw” (vide acima) e uma acústica voltada para agudos e sons “perturbadores”. Derivam deste estilo conceitos usados no minimal, fidget, dubstep e mais recentemente, glitch hop (que é a especificação de algo que antes era tido como experimental dentro do trip hop).

GOA TRANCE – um dos subestilos do trance criado em Goa, na Índia. Mistura de electro com as batidas repetitivas do trance.

GRIME – recentemente promovido a gênero, refere-se a um estilo musical que recorre a influências fantasmagóricas e sombrias, influenciadas por trilhas de terror e suspense e resultando em um som pesado e cadavérico. Usualmente flertado com a cultura dubstep e “hops” em geral.

GROOVE – é a famosa pegada, a alma da música. Aquelas batidas que não deixam você ficar quieto na pista.

HOUSE MUSIC – o estilo preferido das pistas de dança. Surgiu em Chicago no final dos anos 80. Pode-se dizer que é um upgrade da disco music e que influenciou os gêneros que surgiram depois.

IDM – sigla para Inteligent Dance Music. Como o próprio nome já diz, é um rótulo que foi criado para definir as músicas feitas pra pista, mas um toque mais inteligente, criativo e inovador.

JACKIN – Junto com o movimento garage de chicago, o gênero de house music mais antigo e até hoje vigente, inclusive paternalizando outras vertentes importantes como o hardcore house/techno. É marcado pelos grooves bastante funkeados, e batidas 4/4 com médios e agudos bem sincopados e linhas de baixo soturnas.

JUNGLE – ritmo surgido em Londres em 1989 com batidas que vão de 140 a 170 BPM’s‘. Muitas pessoas dizem que não existem diferenças entre o jungle e o drum n’bass.

LABEL – também conhecido como selo, são as empresas que lançam os discos no mercado como por exemplo Sony Music, Virgin, Hot Creations.

LIGHT JOCKEY – o famoso iluminador, que controla as luzes do club. O homem responsável por dar todo o clima na pista, além do DJ claro! 😉

LINE-UP – é a famosa lista com a ordem de entrada dos DJs e lives.

LIVE ACT OU LIVE P.A. – quando um artista se apresenta como live act ou live P.A. significa que ele fará sua atuação ao vivo. A sigla P.A. significa public appearance, ou seja, aparição em público.

LOGIC PRO – software onde os DJs produzem suas músicas. Criado originalmente pela Emagic, ele foi adquirido pela Apple e roda apenas em sua plataforma OS.

LOOP – samplers repetidos de forma circular

LOUNGE – além de ser sala de estar em inglês, é um estilo de músicas para lounges, bares, mas sem muita preocupação com a dança.

MANAGER – o agente. A pessoa responsável por vender datas para os artistas

MIDI – sigla que significa Musical Interface for Digital Instruments, um sintetizador que trabalha em vários softwares como Ableton, Logic, Pro Tools, etc.

MINIMAL – estilo de música com poucos sons e ritmos repetitivos, buscando uma referência sonora mais psicoacústica.

MIXER – o aparelho que faz a junção das músicas. É no mixer que a magia acontece. Ou a decepção, no caso do DJ não ter idéia do que está fazendo.

MK-2 – são os famosos toca-discos da Technics usadas no mundo inteiro.

MOOG – um sintetizador criado por Robert Moog, muito usado por diversos artistas. O nome também é usado como termo para denominar sintetizadores analógicos.

PICK-UPS – os queridos e amados toca-discos ❤

PITCH – é o controle que o DJ usa para alterar o BPM da música para ser feita a sincronia na mixagem entre uma e outra. O DJ pode deixar o ritmo mais rápido ou devagar com esse controle para que tudo se encaixe. Quando o DJ “samba” é porque não soube controlar o pitch corretamente.

PLAYLIST – é a seleção dos discos mais tocados por um DJ, quer dizer, seu hit parade particular.

PROGRESSIVE – ritmo musical mais melódico e psicodélico. Pode ser encaixado em outros estilos como o house, o trance, etc. Nasceu no Reino Unido e tem batidas simples, evolutivas, com bases de percussão, dubs e samples de pop e músicas exóticas.

PRO TOOLS – Software de produção e sequenciamento de áudio tradicional da Digidesign, é agraciado por muitos produtores e engenheiros como uma das suítes mais completas de áudio, especialmente pela qualidade final de processamento e boas ferramentas de masterização.

PSYTRANCE – o subestilo do trance com batidas mais psicodélicas e entre 135 e 165 BPM’s, ou seja, mais rápida. Originou-se a partir do Goa trance no final dos anos 80.

RADIO EDIT – geralmente, nas rádios as músicas não podem ser muito longas, por isso existem essas edições para serem encaixadas sem problemas na programação.

REASON – Outra suite de produção e sequenciamento, oferecida pela Propellerheads. Sua resposta e seu formato de rack totalmente modular oferecem grande potencial para quem procura qualidade de som, mas justamente por essa proposta é tida como ferramenta “para geeks”, e pode ser confusa para iniciante menos imersivos no mundo da engenharia acústica.

REMIX – é a reconstrução de uma música por outro artista, uma arte. É o ponto de vista de um DJ sobre uma música criada por outro artista.

RMC – sigla para Rio Music Conference, a maior conferência de música eletrônica no Brasil que acontece no Rio de Janeiro durante o Carnaval.

SAMBADA – Ouvir a expressão que diz que “todo DJ já sambou” não tem nada a ver com o estilo musical afrobrasileiro, e sim com um erro de mixagem, normalmente de sincronia de batidas ou efeitos na hora de trocar as faixas.

SAMPLER – um equipamento que consegue armazenar um som e deixar o DJ o reproduzir da maneira que bem entender. Um dos grandes responsáveis pela revolução da música eletrônica, juntamente com os loops, já que ambos possibilitam a criação de novas melodias e efeitos, independente de sua complexidade.

SCRATCH – O famoso movimento de “riscar o disco”, utilizando uma mão para conduzir a velocidade e atrito do disco e outra para criar cortes com o crossfader.

SERATO – é uma interface que transmite digitalmente dados para o modo analógico (vinil). Hoje em dia, alguns CDJs mais avançados também podem usar desse recurso. Antigamente chamado Final Scratch. Também refere-se ao software de mixagem.

SET – é o que a gente vai ouvir quando vai para o club. O set do DJ, ou seja, o conjunto das músicas tocadas por ele.

SETLIST – é a lista de músicas tocadas pelo DJ em sua apresentação ou set.

SINTETIZADORES – instrumento musical eletrônico projetado para produzir sons gerados artificalmente. Existem diversos modelos de sintetizadores, como o Moog, Roland, Yamaha, etc.

TECHNO – variação da house music com batidas mais pesadas e BPM’s mais altos (entre 126 e 130). Nascido em Detroit, tem como representantes de peso Carl Craig, Kevin Saunderson e Derrick May. Não contém os claps (as famosas palmas) que geralmente outros ritmos como house e disco têm.

TECH-HOUSE – um subgênero da house music com elementos techno surgido em 1986 pelas mãos de Aaron Atkins e Derrick May. O tech-house pode trazer influências de deep, minimal techno, microhouse e soulful.

TECHNICS – marca que desenvolve fones de ouvido, CDJ’s e toca-discos, sendo o MK2 mais conhecido e usado mundialmente.

TEREMIN – um dos primeiros instrumentos musicais totalmente eletrônicos conhecidos. Ele não precisa de nenhum contato físico para produzir seus sons. Ele é executado movimentando suas mãos no ar, de forma termomecânica.

TRACK – é a famosa faixa do disco ou CD

TRACKLIST – a lista com as faixas de um disco ou CD

TRAKTOR – o primeiro software sequenciador usado pelos DJs para fazerem suas apresentações ao vivo e para compor e fazer arranjos em suas músicas.

TRANCE – gênero de música caracterizado por seus sons melódicos feitos por sintetizadores e de forma progressiva(crescentes ou quebradas) oscilando entre 130 e 160 BPM’s. Pode ou não conter vocais.

TRIBAL – vide bate-cabelo

TRIP HOP – subgênero dentro da ambient music onde ocorre o flerte do estilo hip hop com a música eletrônica, hora de forma suave e artística, hora de forma agressiva e eventualmente vanguardista. Diversos artistas famosos da IDM transitam pelo gênero.

UMF – ou Ultra Music Festival é uma das principais festas dentro do WMC. Tem sua edição brasileira que trouxe a banda inglesa New Order em 2011.

VINIL – nosso famoso LP.

VJ – ou video jockey, é a pessoa responsável pelas imagens projetadas numa festa, club ou festival.

VOCODER – um sintetizador de voz humana muito usado para compor faixas de electro.

WARM-UP – é o famoso aquecimento que um DJ faz para a festa e para o DJ principal.

WMC – ou Winter Music Conferece é uma das principais conferências de música eletrônica do mundo. Acontece no final de março em Miami, nos Estados Unidos.

5 AM – Vide “after hours”. Também utilizado para referir a músicas de after, normalmente versões menos ortodoxas de faixas pop e sons menos conhecidos ou de sonoridade mais branda (como em “chill out”).

808/909 – Duas variações de bateria eletrônica TB que se tornaram quase que imediatamente famosas e queridas por produtores e músicos de rock e música eletrônica pela sonoridade e ótima capacidade de programação. Usadas até hoje e mecanismos providenciais para o nascimento do house e do techno como conhecemos.