Forbes afirma que Brasil é o país da música eletrônica

Se eu ganhasse dinheiro com as minhas previsões eu já estaria rica! Muito rica por sinal!

A Forbes publicou um artigo em seu site, onde declara que o Brasil é o país da música eletrônica, com o título: Esqueça a Bossa Nova, o colunista Anderson Antunes afirma o seguinte:

Quando você pensa em Brasil, você pode pensar como o berço de gêneros musicais sul-americanos como o samba ou bossa nova. Mas, nos últimos anos, o Brasil tornou-se uma das mecas da música eletrônica também.

De acordo com um estudo encomendado pelos organizadores do RMC, o maior encontro de música eletrônica e entretenimento no Hemisfério Sul, ”os vendedores de bilhetes” ganharam  515 milhões dólares para eventos de música eletrônica em 2011 , até 56,64% em relação ao ano anterior. Além disso, o estudo mostra que o segmento de e-music no Brasil, atingiu uma audiência de 19,5 milhões de pessoas no ano passado, que passou outro 626 milhões dólares em itens de alojamento, alimentação, transporte e outros. Investimentos de patrocínio, a nata da cultura para esses eventos, também foi até US $ 270 milhões, um aumento de 60% em relação a 2010.

Vale lembrar que 10 casas noturnas brasileiras, estão entre os mais votados (e bem colocados) da lista de ”Best Clubs” da Dj Mag e de outras publicações especializadas. No artigo, o colunista cita o Club Disco de propriedade de Marcos Mion, apresentador da TV Record, o D-Edge do Renato Ratier,  Green Valley e o Warung de Santa Catarina (pohaannn Forbes cadê a Clash e a The Week?)

O texto ainda afirma que PACHA GROUP pretende inaugurar mais uma casa em Florianópolis, considerada pelos gringos, como a capital da e-music brasileira (Oi?).

Os números confirmam o quanto a música eletrônica vem crescendo nos últimos anos, o Green Valley  já chegou a ter um faturamento de quase 1 mihão por noite (#táboa!).

Creamfields Brasil 2012

Isso sem contarmos o público que frequenta os badalados festivais de música eletrônica! Nesse ponto, falando sobre a cidade de São Paulo, ouso dizer que a Spirit Of London da Rádio Energia 97, abriu as portas para esse público que suplicava por festas com longa duração (que não fossem raves em outras cidades distantes) e nomes de peso. Sim, hoje não está tão forte quanto antigamente, mas me lembro que há uns 4 anos atrás, a única opção para os amantes da e-music era a Spirit. Talvez pela facilidade no acesso. 

Até então vista como uma sonoridade urbana e underground, a música eletrônica nos últimos anos ganhou espaço até nas cidades mais distantes dos pólos noturnos ou das grandes capitais.

A música eletrônica veio para  tomar os corações e as mentes dos jovens de todo o mundo há algum tempo. Originário das áreas urbanas de Chicago e Detroit há mais de 30 anos, o conceito foi projetado para remontar faixas da disco music ou simples faixas mundanas e dar-lhes maior apelo para quem está cansado de ouvir música sobre corações partidos, e prometendo um novo mundo a partir dos sons emitidos pelos sintetizadores.

No Brasil, os números provam que a festa está apenas começando.

Texto original aqui

7 comentários

  1. Na prática, Floripa não deveria, mas pra quem vem de fora é compreensível, Floripa é nossa Ibiza né? Praias, ótimas baladas, um som que tá alí entre o house e o progressivo na maioria das casas, superclubs. Agora, a capital do “do it happen”, dos laboratórios, produtores, novas vertentes, ideias para o mundo, continua sendo nossa paulicéia. É muito bom ver que as profecias estão se cumprindo.

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