Lollapalooza Brasil! Confira o line-up oficial do evento

Em uma coletiva de imprensa realizada em São Paulo, Perry Farrell, o homem por trás do badalado Lollapalooza anunciou a escalação da primeira edição brasileira do festival, nascido em Chicago, nos EUA. Perry, líder do Jane’s Addiction, trará sua banda para tocar no evento, que terá ainda Foo Fighters e Arctic Monkeys como atrações principais. Comemorando seu 20º aniversário, o Lollapalooza acontece no Brasil nos dias 7 e 8 de abril de 2012, no Jockey Club de São Paulo. A venda de ingressos começa à meia noite desta terça-feira para os mais de 64 mil pré-cadastrados no site do festival e o passe para os dois dias de evento custará R$ 500 (preço promocional).

O line-up brasileiro segue, em sua maioria, as atrações anunciadas para a segunda edição do Lollapalooza no Chile, a ser realizada no dia 31 de março e 1º de abril. Além das bandas locais, a maior diferença é Björk: a cantora islandesa não virá ao Brasil. Entre as atrações confirmadas estão MGTM, TV On The Radio, Thievery Corporation, Calvin Harris, Joan Jett & The Blackhearts, Band of Horses, Gogol Bordello e Foster The People.

Na coletiva, os organizadores comentaram a polêmica envolvendo o músico Lobão, que propôs um boicote ao Lollapalooza pelo que ele considerou desrespeito para com as bandas brasileiras.

– Os shows nacionais não serão realizados de 10h às 15h como foi dito, os shows terminarão às 23h. Teremos artistas brasileiros espalhados pelos cinco palcos do festival, tocando antes e depois de atrações internacionais. Montamos um line-up com artistas alternativos e a maior atração brasileira será O Rappa, de volta ao palcos.

Além d’O Rappa (”Eles se parecem com o War!”, exclamou Perry Farrell), tocarão Plebe Rude, Wander Wildner, Marcelo Nova, Cascadura, Pavilhão Nove, Tipo Uísque, Suvaca, Veiga & Salazar, Balls, Blubell, Velhas Virgens, Garage Fuzz e Daniel Brandão.

A produção do festival anunciou ainda que não terá área VIP e que as 70 mil pessoas esperadas por dia dividirão o mesmo espaço. Ressaltando que farão uma verificação rigorosa na entrada para evitar carteiras de estudante falsificadas, os produtores culparam a meia-entrada pelos altos preços cobrados pela edição brasileira. No Chile, o passe para os dois dias custará 60 mil pesos chilenos, o equivalente a R$ 210, menos da metade do valor do ingresso da edição paulista.

Para mais informações sobre o festival, consulte o site oficial.



Essential Mix by Disco Killah & Frennzy

Eu sou suspeita pra falar do Disco Killah porque eu sou super fã. Super adoro, super curto e super acho o máximo. Na semana passada, durante umas das minhas gigs toquei a track ”P.O.Z.O.” e a galera foi ao delírio, mas antes de tudo, curto esse trabalho, por se tratar de um Dj extremamente criativo, energizante e sem essa frescura ”indie” que anda assombrando os dj´s paulistanos ultimamente. Por isso, peço que você fique atento e conheça o som do Disco Killah,nesse set especial com a Frennzy, outro projeto que você deve ficar ligado, e depois conta pra gente o que achou! Aproveita e curte a page da Frennzy lá no Facebook, é só clicar aqui

Disco Killah: este é o projeto concreto de House Music híbrida do dj e produtor “Zero”, brasileiro nascido em São Paulo, que desde a sua infância respira House Music 90’s e Hip Hop. Começou brincando de ser dj com 17 anos, mas decidiu focar realmente em sua carreira de dj no ano de 2008, que foi o ano que iniciou um projeto/duo de música eletrônica com uma grande amiga e, juntos se apresentaram nos mais importantes clubs da cena no Brasil. Mas o ano de 2010 foi o verdadeiro chute inicial e direto para a sua carreira, nasceu o “Disco Killah”, projeto nunca pretensioso ao ponto de se auto titular com apenas uma vertente musical, seja ela Dirty Dutch House, Electro House, Progressive House, e isso o fez rodar o Brasil todo com o seu incrível set/live.
Herdeiro de grande criatividade e técnica quando, entra tanto em seu estúdio ou nas cabines dos clubs, com um vasto conhecimento musical e ótimo feeling ele constrói sets/lives que fazem todas as pessoas de uma pista de dança delirar com as suas tracks e stage dives inesperados, ele não mede impulsos, regras ou qualquer outra coisa que possa limitá-lo.

A bandana cobrindo a metade de sua face é a marca registrada do dj, que não se intimida ao tocar para um publico de 100.000 pessoas,como aconteceu no ano de 2010 que foi o debut de Disco killah .Ele foi o responsável pelo encerramento da 14ª Parada GLBTS, fazendo o seu set/live durante todo o trajeto da Av. Consolação em São Paulo. 

Discografia: Com pouco mais de 2 anos investiu em produção musical, fez suas próprias tracks, remixando e construiu instrumentais para outros artistas. A sua discografia é extensa para um artista que produz música a apenas 2 anos, com mais de 20 faixas próprias,30 remixes e 10 produções paralelas para outros artistas, remixou oficialmente artistas de grande porte do território nacional e internacional que fazem o casting de grandes selos internacionais como: Ultra Recordings, Djs Are Not Rockstars (D.A.N.R Music), It Tizz, Dandy Kid Records, Rot10 Music, Bang! recs, Hot Small Records, Sweat it Out Records entra outros.
Alguns dos artistas que remixou e que remixaram DK : Yolanda be cool, Larry Tee, Edu K, Don Diablo, Bella Saona, M. Mim, Barbarella, Ferdi Gi ,Killer on the dancefloor, Daniel Peixoto, Mc Gi, The Fire and reason, Dooze jackers, M.I.L.F, Shab Ruffcut, The 666 Order, Undog, Dirty Noise, Kamei, Udek, F.U.E.L, S.Prado, Four Four, 2 Charming Men, MR. Vega, Dj Chernobyl, Dj Epidemic, entre outros.

Dirty Kidz: Núcleo de djs, Produtores, Mcs, festas e tudo que pode ser ligado a música foi inicialmente criado por Disco Killah e Wrong Bazz e agora conta com mais 2 braços direitos e 15 artistas de grande porte diretamente envolvidos.

Produzir e realizar sem parar é o sobrenome de Disco Killah ,e nos últimos 2 anos muitas coisas boas aconteceram ao seu favor. Agora todos temos que aguardar para saber o que os próximos anos tem a trazer para o insano artista que carrega em sua face uma bandana estampada “como os vilões / rebeldes de HQ’s”.

Full Power & Good energy

 Disco Killah & Frennzy – November Essential Mix by discokillah

 


The Electric Daisy Carnival Experience | Trailer

Depois do Tomorrowland, foi lançado mais um documentário sobre grandes festivais, esse é o trailer do Electric Daisy Carnival Experience, festival que rola lá na gringa com os maiores nomes da e-music mundial.

Mais um puta festival pra gente ficar babando! Sou super a favor dessas ”megas produções” invadirem nosso país e de certa forma forçar as  ”produtoras brasileiras” à fazerem algo realmente espetacular!E não apenas colocar um raio ali, uma decoração colorida lá, fica mais parecido com uma concessionária de veículos, do que propriamente um festival. Acredito que as produtoras de eventos brasileiras, tem de parar com essa mania de enfiarem panos esticados em formato de estrelas e investirem muito mais na infra-estrutura desses eventos, sem esquecer do line-up também (que por sinal, anda muito repetitivo). E por outro lado (falando de São Paulo) a prefeitura deveria investir e abrir espaços para essas festas, soube que o EDC injeta quase 130 milhões na economia da cidade em que é realizado. Minha opinião pode parecer confusa ou até mesmo equivocada, mas não seria melhor ter uma festa dentro da cidade sob os olhos das autoridades locais, do que uma festa lá longe somente sob a supervisão de seguranças? A cidade de São Paulo peca por não investir nesse tipo de turismo global ”raver”. Temos diversos festivais, festivais muito bem trabalhados e outros nem tanto, mas infelizmente, esses festivais são direcionados a quem tem um carro. Existem outros meios de transporte até os locais dos eventos, mas não é garantido que isso sempre aconteça. Depois da tragédia ocorrida na Love Parade da Alemanha, e da suposta ligação das raves com as drogas iniciou-se uma caça às bruxas a esse tipo de festa. Realmente não podemos dizer que coisas assim não acontecem, mas em minha opinião acontece em qualquer lugar, dentro da rave, dentro da pool party, dentro dos clubs ou seja, em qualquer lugar. Mas volto a dizer que isso poderia ter uma supervisão maior se fosse realizado dentro da própria cidade. Ok, não mudaria em nada, sim é uma possibilidade, mas acredito que poderíamos ter muito mais acesso a esses festivais e não só uma vez por ano pagando quase R$200,00. Como o @felipedoublef disse no Twitter, ‘’dá uma peneirada no público’’. Outros festivais tem um valor mais em conta em relação ao ingresso, porém, o público e o line up não agrada. Quer dizer então que de um jeito ou de outro, nada fica da forma que gostaríamos que fosse, mas se esses festivais estivessem dentro da cidade, muito mais gente teria acesso a outros artistas e não ficaríamos presos à dj´s que já estamos cansados de ouvir na rádio. E que por sinal, nem são tão interessantes assim. E que venha UMF, Loolapalooza, Creamfields e outros. Fica a esperança de que um dia possamos desfrutar de grandes festivais com mega produções e com um line up dos sonhos! E o melhor: dentro da cidade.  

Acho digno. E necessário.E merecido.

Performances de:
12th Planet, Above & Beyond, Afrojack, Benny Benassi, Boys Noize, David Guetta, Deadmau5, DJ AM, Fedde le Grand, Kaskade, Laidback Luke, Moby, MSTRKRFT, Simian Mobile Disco, Steve Aoki, Swedish House Mafia, Travis Barker x A-Trak, and will.i.am

E já tem até trailer da próxima edição que rola de 8 a 10 de junho de 2012. Se o mundo não acabar.

Justiça livra casa noturna de pagamento de direito autoral por DJ´s

Uma decisão judicial considerou que o trabalho de DJs é artístico e, por isso, as casas nortunas não podem ser obrigadas a pagar direitos autorais das músicas executadas por esses profissionais.

A sentença, do dia 26 de outubro, é fruto de uma ação movida pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) em 2009, que cobrava direitos autorais de uma casa noturna na qual atuavam DJs em São Paulo. O nome do clube não aparece na ação. Cabe recurso.

A juíza Cláudia Longobardi Campana, da 16ª Vara Cível Central de São Paulo, diz que “o trabalho do DJ não é de mera reprodução de obra musical” e, sim, artístico, já que DJs “tocam músicas com caráter de inovação”.

Ela afirma, na decisão, que o trabalho de DJ se encaixa na isenção prevista no inciso oito do artigo 46 da lei 9.610, que regulamenta os direitos autorais. “A criação do DJ se baseia, por mais das vezes, na reprodução de pequenos trechos de obras musicais e criação de outras, com ritmo e sonoridade própria. (…) Desta forma, o ônus de comprovar a violação da lei se inverte, eis que o artista tem direito de tocar e cantar suas próprias obras sem pagamento ao Ecad”.

O advogado da casa noturna, Douglas Felix Fragoso, afirmou que a sentença é um marco para a categoria.

“É uma decisão inédita, não há uma sentença em instâncias superiores nesse sentido. O trabalho de DJ é considerado um trabalho [como outro] qualquer. Nossa tese é que a música tocada por DJs não é mera reprodução, é um trabalho novo, artístico, produzido a partir de samplers. Com esses trechos de música, o tempo, o timbre, são alterados, e uma música nova é composta”, afirma Fragoso.

O Ecad informou, por meio de nota, que vai recorrer da ação. “O trabalho do DJ é artístico e muitas vezes ele é autor das músicas que toca. Outros DJs se utilizam de músicas de outros criadores para fazer a sonorização. O Ecad irá recorrer da decisão. É necessário reforçar que a instituição não tem por prática mover ações contra DJs”.

REPERCUSSÃO

Assim que a decisão foi a público, na tarde desta quinta-feira, o produtor Zegon, que integrou o grupo Planet Hemp e a dupla N.A.S.A., comemorou, via Twitter: “Que ótimo isso, o Ecad tá me exigindo o meu playlist do Rock in Rio, to com zero vontade e motivação pra fazer [sic]”.

A decisão também foi celebrada pelos DJs que a Folha entrevistou. Alguns, no entanto, preferiram não falar sobre o assunto ou pediram para ter seus nomes ocultados por medo de represália do Ecad.

“Esse assunto é muito chato. O povo de Ecad é muito chato… Se eles pegarem no pé da gente, vão encher o saco. Tem uns que eu conheço que pegam no pé de banda só de birra mesmo e cobrando o que não devia”, disse um deles.

Leia a repercussão da decisão judicial.

Quando o Ecad ameaçou todos os profissionais da categoria, eu achei um absurdo. Cada um executa as músicas a sua maneira, e acabamos por divulgar o artista para um público novo ou resgatamos outras que ficaram perdidas, mesmo que usando um trecho num loop ou sample num DJ set. Achei coerente a decisão da juíza, e acho que o Ecad é uma doença. Mais um orgão que está a serviço de vampirizar os artistas do que realmente ajudá-los. Alguns novos produtores me escrevem felizes quando eu incluo suas composições em meus sets.
Alexandre Bezzi, DJ

Há muito tempo, eles [fiscais do Ecad] foram na boate e pediram cinco músicas que eu estava tocando. Coloquei coisas que eles nem conheciam. Era uma prática comum deles. Supostamente, eles cobram os direitos do clube. Eles podem até achar o cara, mas como irão repassar o que foi recolhido para ele? Deveria ter acordo de um orgão decente, não o Ecad, com clubes e bares, pagando uma taxa para executar músicas. Difícil cobrar de um DJ, pois ele toca muita coisa e coisas pouco conhecidas em alguns casos, principalmente quem toca house e música eletrônica
Fabio Spavieri, DJ

Essa decisão mostra que [o Ecad] não tem critério nenhum. Por que eles não pesquisam realmente o que acontece num clube com DJs, por exemplo? Eles acham que é só um jukebox que reproduz música dos outros, e não o DJ profissional, que leva a coisa a sério, está criando música, criando arte misturando sons, samplers, efeitos… 95% do que se toca num clube noturno não é música nacional. Então, por que deveria ser pago para o Ecad? O que isso iria realmente contribuir para o desenvolvimento da música nacional? É simplesmente busca por grana. Eles querem colocar no mesmo saco um mega festival, um barzinho com um sujeito sentado com um violão cantando MPB e um DJ só para coletar grana, que não retorna como forma de incentivo musical ou cultural.
Marcos Efe, DJ e promoter de festas

A cobrança por parte do Ecad coloca as casas noturnas no mesmo patamar que os rádios. Esse problema me faz lembrar da recente discussão da regulamentação da ‘profissão’ de DJ, ou então das constantes brigas com a ordem dos músicos que tenta exigir a tal ‘carteirinha’ dos que tocam profissionalmente. Ao meu ver, são só mais meios que inventam para arrecadar dinheiro. Se o repasse fosse verdadeiro ou significante, pelo menos, seria válido pensar algo para isso. Há alguns anos, ainda quando músico de banda mesmo, passei por uma situação assim. Um festival que foi cancelado pois não teria arrecadação para pagar o Ecad. O engraçado é que a maior parte das bandas eram novas e sem músicas registradas/publicadas.
Felipe Savone, DJ e promoter de festas

Pai do House, Knuckles é destaque no SWU amanhã

Principal mentor do gênero, ele é uma das atrações da tenda eletrônica

DJ acredita que a house é uma vertente que não se esgotou e que ainda é possível criar algo novo a partir de sua base

DANILA MOURA
DE SÃO PAULO

Em fitinhas cassete. Foi assim que a house music nasceu e se espalhou entre os frequentadores dos clubes de Chicago na década de 1980.

Estilo musical influenciado pela disco, caracterizado pela batida 4×4 e vocais melodiosos, tem no DJ e produtor musical Frankie Knuckles, 56, seu principal mentor.

“Não penso muito nisso, mas fico honrado que me vejam dessa forma”, diz Knuckles à Folha sobre a fama de pai da house.

No final dos anos 1970, o DJ nascido no bairro nova-iorquino do Bronx foi tomar conta dos pick-ups do clube Warehouse, em Chicago.

Foi nessa lendária boate, frequentada por negros, modernos e gays, que a house começou a ser gestada, ainda com ritmo mais lento do que o atual, mas já marcada pelo alegre clima de festa.

A primeira cria foi “Your Love”, escrita em 1984 por Jamie Principle, parceiro nas composições de Knuckles, para Lisa Harris, sua namorada. “Conheci a garota que inspirou ‘Your Love’, ela adorava a canção! “, diz o DJ.

Indagado se, apesar de tantas variações e influências pop, ainda é possível traçar um paralelo da house atual com a original house music, Knuckles responde só por si.

Mesmo após produzir trabalhos de artistas pop, como Toni Braxton e Michael Jackson, diz não ter ultrapassado a barreira musical do estilo, mantendo sua credibilidade.

Ele acredita que a house é uma vertente da eletrônica que não se esgotou e que ainda é possível criar algo novo a partir de sua base. Mas não soube citar o nome de algum novo DJ que venha dominando seus headphones hoje.

Knuckles também se recorda de quando conheceu Michael Jackson, nos anos 1990.

“Estava num restaurante quando Michael disse que gostava do meu som e queria trabalhar comigo. Fiquei nervoso! Só lembro que ele usava o mesmo perfume de Larry Levan [amigo de infância e DJ parceiro de Knuckles]!”

Apesar de todo o apelo pop da house hoje, Knuckles é fiel às origens. “É do ‘underground’ que vim. Não importa o quão longe viaje ou que toque em lugares de luxo. Sei sempre o caminho de casa.”

FRANKIE KNUCKLES

QUANDO amanhã, às 22h

ONDE tenda Heineken Greenspace

CLASSIFICAÇÃO 16 anos (14 e 15 anos, somente acompanhado de responsável legal)